Pandemias: Vamos vencer mais esta!

Não é para menos que a pandemia do novo Coronavírus está causando medo em todo o mundo. O vírus causador da Covid-19 já infectou mais de 500 mil pessoas em centenas de países, com milhares de casos mortais. O cenário é semelhante ao que já aconteceu em outros momentos da humanidade, em que doenças se espalharam pelo mundo, causaram estragos e depois a superação.

Como exemplo temos a Peste Bubônica, que assolou a Europa no século 14, matando entre 75 e 200 milhões de pessoas na antiga Eurásia. No total, a praga pode ter reduzido a população mundial de 450 milhões de pessoas para 350 milhões. A Varíola também atormentou a humanidade por mais de 3 mil anos e, felizmente, foi erradicada do planeta em 1980, após campanha de vacinação em massa. A Cólera teve sua primeira epidemia global em 1817, que também matou centenas de milhares de pessoas, e desde então, a bactéria Vibrio Cholerae sofre diversas mutações e causa novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos e, portanto, ainda é considerada uma pandemia.

Em 1918 aconteceu a pandemia da gripe espanhola, causada por um vírus influenza mortal. Acredita-se que entre 40 e 50 milhões de pessoas tenham morrido nessa época, sendo que mais de um quarto da população mundial na época foi infectada. Os sintomas da doença eram muito parecidos com o atual Coronavírus Sars-CoV-2, e não existia cura. Conhecida como gripe suína, o H1N1 foi o primeiro causador de pandemia do século 21. O vírus surgido em porcos no México, em 2009, e se espalhou rapidamente pelo mundo, matando 16 mil pessoas.

A pandemia de COVID-19 no Brasil teve início em 26 de fevereiro de 2020, após a confirmação de que um homem de 61 anos em São Paulo que retornou da Itália testou positivo para a SARS-CoV-2, causador da COVID-19. Desde então, em 20 de junho de 2020, confirmaram-se 1.032.913 casos, a maior parte deles no estado de São Paulo, causando 48.954 mortes, e a transmissão comunitária foi confirmada para todo o território nacional.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a COVID-19 no Brasil até abril de 2020, matou mais do que a H1N1, dengue e sarampo em todo o ano de 2019. A grande maioria de médicos brasileiros (84,5%) considera, também, que o pior momento do Coronavírus ainda não chegou no Brasil, conforme pesquisa da Associação Paulista de Medicina (APM) divulgada no início desse mês. O questionário foi aplicado a 2.808 profissionais de redes públicas e privadas, entre os dias 15 e 25 de maio. Além disso, quase todos os entrevistados (96,6%) disseram acreditar que vai faltar profissionais para cuidar dos doentes por Coronavírus no país. Entre eles, quase metade (46%) relatou que já falta mão de obra nas unidades em que atuam.

Diante desse contexto, o CFM regulamentou os atendimentos online (Telemedicina) no Brasil e este se tornou minha forma primordial de atendimentos no momento, visto que só trabalho com atendimentos eletivos. Isso me permitiu estar próxima dos meus pacientes, que amo muito e, ao mesmo tempo, protegê-los do possível contágio pelo novo Coronavírus. Sou a favor do isolamento social para ajudar a conter essa pandemia, mas é claro que cada um faz o que pode de acordo com sua própria realidade, para colaborar consigo mesmo e com os outros.

A tempestade é a mesma, mas cada um está lutando com o barco que tem. E, apesar da dificuldade, de termos sido pegos despreparados para essa nova realidade, estou enxergando a mesma como uma possibilidade de aprimoramento e crescimento pessoal e profissional, no futuro, pois estamos desenvolvendo novas habilidades, aumentando nossos conhecimentos tecnológicos e reaprendendo a valorizar o que realmente importa, a vida e o valor do ser humano!

Dra. Aline Longatti

Nutrologia & Dermatologia

CRM 13210-GO

Nutrologia RQE 11992

Dermatologia RQE 15427

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